Hérnia Discal

Geralmente este tipo de lesão apareçe em adultos na faixa etária entre os 30 aos 50 anos de idade, podendo apareçer em adolescentes e só raramente em crianças. É mais frequente nos homens do que nas mulheres.

 

Em 70% dos casos antecede à dor lombar e à dor ciática nos últimos 10 anos do seu surgimento.

 

Mais frequente na região cervical e lombar por serem as estruturas mais moveis e de maior suporte de carga, provocando com maior incidência o desgaste das estruturas, quanto maior o movimento maior o seu desgaste.

Um disco normal é composto por uma estrutura fibrosa - chamado de anel fibroso e de uma gelatina que se encontra no seu interior. Este impede que as duas estruturas ósseas (as vertebras) se choquem entre si, de modo a formar um amortecedor.

 

Uma lesão deste tipo normalmente inicia-se com a formação de uma lesão no anel fibroso, a gelatina ou material do núcleo começa a insenuar  e a formar uma pequena protusão ou um pequeno abaluamento do disco até que há uma altura em que este anel fibroso rebente, abrindo fissuras de modo a permitir a saída do conteúdo gelatinoso e aí forma-se a verdadeira hérnia discal. O conteúdo sai e comprime o nervo. Normalmente antes de aconteçer este arrebentamento pode surgir compressão do nervo ciático.


Quando surge a hiernização vai haver um conflito de espaço entre as raizes nervosas e do canal raquidiano - comprimindo os nervos que saem para os membros inferiores, o que origina uma dor conhecida por dor ciática que se sente a partir das costas e que se destende até ao pé.

 

A dor (desencadeada pela inflamação do nervo) provoca alterações funcionais mediada por um aperto da hérnia e por uma irritação quimica. Estas alterações funcionais por regra traduzem-se por dor de défice sensitivo (perca de sensibilidade numa região da perna ou simplesmente não consegue mexer o pé - movimento de dorso-flexão plantar).

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