Lesões osteomusculares afetam cerca 220 mil portugueses por ano e custam 2 milhões ao estado português.

As doenças reumáticas associadas à profissão afectam 220 467 doentes, segundo o estudo divulgado em 2009 nas Jornadas Internacionais do Instituto Português de Reumatologia (IPR), em Lisboa. O estudo inquiriu médicos de trabalho de 515 empresas, que abrangem 410 496 trabalhadores (11 % da população activa) e concluiu existir uma prevalência de 5,9% destas doenças (24 269 casos), dados que podem ser extrapolados por serem representativos da realidade empresarial.

 

As lesões musculoesqueléticas mais frequentes foram as dores da coluna vertebral, da quais merecem destaque as lombalgias (dores lombares), detectadas em 2,27% dos trabalhadores, problema que tem um peso de 38,4% neste grupo. A estas seguem as cervicalgias (zona cervical), com uma taxa de 1,13%, e as dorsalgias (zona dorsal). com 0,83%. É nos ramos da construção civil, indústria metalo-mecânica e "outra indústria" que prevalecem as lombalgias (2,85%, 2,92% e 3,66%, respectivamente). Na área automóvel, de montagem de componentes eléctricos e electrónicos e "outra indústria" são prevalentes lesões como a tendinite do ombro e do punho.

 

Cerca de dois milhões de portugueses sofrem de dor crónica e os gastos do país, só com as lombalgias, em cuidados de saúde e nos custos indirectos provocados por absentismo e perdas de produtividade ronda os dois mil milhões de euros por ano. A estimativa é do professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, José Castro Lopes.

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