Tendinite do Tendão de Aquiles.

Trata-se de uma lesão de sobrecarga ou por esforço repetitivo sobretudos nos corredores que causa dor e inflamação. Em corredores a incidência anual situa-se entre os 7 e os 9%.

O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano, conseguindo suportar cerca de 7,7 vezes o peso corporal . É composto sobretudo por fibras de colagéneo. Tendinite é um termo mais adequado para descrever quadros inflamatórios sobre o tendão.

 

A lesão do tendão de Aquiles ocorre com maior prevalência nos homens entre os 30 e os 50 anos, nos que praticam uma atividade física regular, principalmente relacionada com mudanças bruscas de velocidade, mas também nos que praticam ocasionalmente e nos que não praticam qualquer atividade.

 

A lesão do tendão de Aquiles não resulta habitualmente de um trauma específico mas sim de um uso excessivo do tendão, o que acontece quando se ultrapassam os limites de resistência do corpo ou quando ocorre um aumento súbito da intensidade do treino.

 

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA

Habitualmente as queixa-se iniciam-se logo pela manhã, ao levantar. A dor manifesta-se a cerca de 5 cm do calcanhar. A flexão dorsal do pé pode estar limitada e a flexão plantar, contra a resistência, aumenta a dor. A lesão do tendão de Aquiles piora com o início da atividade, melhora com o decorrer da mesma, e piora no final do exercício. Com a evolução, a dor torna-se constante e permanece mesmo em repouso.

 

CAUSAS MAIS COMUNS DA TENDINOPATIA DO TENDÃO DE AQUILES

  • Alterações da posição do pé, sobretudo a pronação excessiva  que  aumenta a exigência sobre o tendão de Aquiles no ciclo da marcha;

  • Encurtamento muscular dos gémeos, que resulta numa diminuição da capacidade de movimento do pé;

  • Dismetria dos membros inferiores ( perna mais curta)

  • Uso de calçado inapropriado, como os saltos altos ou ténis desconfortáveis e inadequados para a prática desportiva;

  • Alterações na quantidade e intensidade do treino ou da atividade desportiva;

  • Alteração de local de treino e mudanças de piso;

  • Presença de esporões ósseos que pode causar atrito sobre o tendão e lesa-lo;

  • Enfraquecimento da eco estrutura do tendão de Aquiles fruto do processo natural de degeneração;

  • Excesso de peso aumenta a tensão sobre o tendão de Aquiles;

  • A diabetes, a hipertensão arterial, o uso de certos antibióticos contribuem de igual modo para a sintomatologia do tendão de Aquiles.

 

TRATAMENTO DA TENDINOPATIA DO TENDÃO DE AQUILES

  • Aplicação de gelo na fase aguda e inicial durante períodos de 15 minutos.

  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios para o alívio da dor e o inchaço;

  • Repouso. Durante a fase de recuperação, recomenda-se modalidades de baixo impacto para o tendão de Aquiles, nomeadamente bicicleta ou natação.

  • Programa de reforço muscular que permite um alongamento e aumento da força dos gémeos e o tendão de Aquiles, possibilitando uma melhor absorção de forças e reduzindo a dor e redução da tensão sobre o tendão.

  • A osteopatia bem como a fisioterapia são partes integrantes do tratamento.

  • Cirurgia quando o tratamento conservador não resultar e dependendo da causa inerente à Tendinopatia do tendão de Aquiles.

 

RECOMENDAÇÃO

Para evitar o surgimento de tendinites é recomendado realizar séries de alongamentos diários, mesmo que não apresente dor, os alongamentos tem como função proporcionar relaxamento e aumento da oxigenação, evitar permanecer por longos períodos na mesma posição, utilize calçados confortáveis, pratique caminhadas com frequência respeitando o limite do corpo, as atividades físicas em geral proporcionam aumento da força muscular evitando o surgimento de tendinites.

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